Modelo fala sobre bullying sofrido por brasileiras no exterior: "Vendemos uma versão da mulher brasileira estereotipada"

Publicado por Alexandre Fareleski:

A modelo internacional Wanessa Moura conta sobre o bullying sofrido por brasileiras no exterior. Wanessa também alerta sobre os perigos de trabalhar em desfiles internacionais e os cuidados que a mulher deve ter antes de aceitar qualquer trabalho estrangeiro.



Realizar alguns trabalhos de modelo no exterior nem sempre é uma tarefa fácil para as brasileiras. Geralmente, além da dificuldade de conseguir contatos profissionais, muitas sofrem com os estereótipos mais conhecidos entre estrangeiros sobre o corpo das brasileiras. “Nos dedicamos para manter um padrão de cintura e bumbum preferido pelos maiores desfiles do mundo, mas só de ouvirem que sou brasileira, já pensam que não posso fazer o trabalho, pois devo ter o corpo mais escultural”, lembra Wanessa Moura, modelo internacional.



Wanessa atualmente faz trabalhos na Ásia e participou de diversas campanhas para marcas famosas na Índia. “O pessoal do outro lado do mundo é o que mais pensam  na mulher brasileira estereotipada”. Segundo a modelo, é preciso ter bastante profissionalismo para decolar na carreira e aproveitar as oportunidades. A última delas, foi quando Wanessa foi comparada com a atriz Penélope Cruz. “Isso também e abriu muitas portas e fico feliz em ser comparada com ela, afinal, Penélope também é admiradora.”




Outro ponto destacado pela modelo é o cuidado com o tráfico de mulheres. Ela conta que ficou com muito medo quando foi convidada pela primeir vez a participar de uma campanha na Índia. “Temos que entender se a empresa é séria, pesquisar muitos e ter bastante cuidado com os contatos que for fazer. Tive muito medo de ser sequestrada ou ser mais um vítima do tráfico humano, afinal, a gente vê cada notícia hoje em dia que dá muito medo”.

Fotos: Divulgação | CO Assessoria
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