Pedro Bial estreia nova temporada de Na Moral

Programa terá algumas mudanças, mas o formato permanece
Pedro Bial estreia nova temporada de Na Moral - Reprodução

Num momento em que a população brasileira sai às ruas para reivindicar direitos em manifestações, uma palavra não sai da ordem do dia: debate. Pedro Bial não podia estar mais feliz com a estreia da segunda temporada do Na Moral, o que ele chama de “coincidência histórica maravilhosa”. De volta à grade da Globo na próxima quinta (4), às 23h55, o programa idealizado pelo jornalista segue jogando luz sobre assuntos polêmicos ao contrapor os muitos pontos de vista atrelados a cada um deles.

“Vários dos valores e questões morais que abordamos na primeira temporada, no ano passado, estão presentes nas ruas e nos cartazes das manifestações de agora. Há uma discussão grande sobre valores: a questão da corrupção, por exemplo, é central”, destaca Bial em entrevista ao jornal Extra.

O apresentador chama a atenção para outra coincidência que coloca no mesmo trilho o Na Moral e o atual momento político do Brasil. Antes mesmo de eclodirem as manifestações, a equipe da atração estava determinada a escrever um episódio sobre corrupção. Mas, para dar nova abordagem ao assunto, decidiram que o tema seria honestidade:

“Recuperamos um Você Decide de 1992 que jogava um dilema para o público, justamente testando a honestidade tanto do personagem quanto de quem votava de casa. O resultado, na época, foi polêmico e controverso. E uma das coisas que marcou o ano de 1992 foram os caras pintadas. Agora, de novo, os jovens estão protestando. Claro que é outro movimento, com outras características e objetivos. Mas pela primeira vez em 21 anos o povo está nas ruas. Veio a calhar”.

Outros dois temas já estão engatilhados. Na estreia, Bial recebe convidados para falar sobre o fim da guerra das drogas e os novos caminhos que vêm sendo levantados ao redor do mundo para enfrentar o problema. O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, conhecido militante da descriminalização, estará no estúdio ao lado da atriz Fernanda Montenegro e do músico Marcelo D2.

O segundo episódio, que já foi gravado, fala sobre a mercantilização do corpo, abordando o tema sob as mais diversas óticas — do tráfico de órgãos ao leilão da virgindade. O humorista Marcelo Adnet, a cantora Valesca Popozuda e o economista Sérgio Besserman entram no debate.

Ter uma frente de programas gravados, aliás, é uma das novidades deste segundo ano. Uma mudança que dá mais tranquilidade à equipe, segundo Bial. Haverá ainda outras pequenas alterações.

“Vamos caprichar mais ainda técnica e artisticamente. É o tipo de coisa mínima que ninguém percebe, como abaixar o telão em 20cm e acrescentar mais duas câmeras, mas dá ao espectador a sensação de que a coisa está mais bem acabada. E estrear com uma frente mínima de programas gravados também deve refletir na edição, que terá mais tempo”.

No quesito música, o convidado que aparecia como DJ agora vai interpretar ao vivo canções relacionadas ao tema. Bial destaca, por exemplo, a performance de Gaby Amarantos. A cantora sai de seu registro extravagante para cantar Noel Rosa, no formato voz e violão, no episódio sobre honestidade, que deve ser o terceiro a ir ao ar.

Mas algumas das características do programa seguem intactas: o cenário, xodó de Bial e da equipe, foi mantido. Assim como a edição rápida e frenética, que foi alvo de algumas críticas no ano passado.

Fonte: O FUXICO
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